Tanto Nadar para Morrer na Praia?

A gente existe e a gente pode fazer aquilo que quisermos, se agirmos para isso. Mas e se no meio do caminho pensarmos em desistir? Como saber se não gostamos mais de uma coisa? Será que devemos desistir depois de tanto nadar? Essas são perguntas que geralmente nos vem à mente durante nossa jornada em alguma de nossas metas.

Eu gosto muito de falar que não devemos nos acostumar com o mesmo, e eu penso que isso também se impõe em situações das quais lutamos deveras para conseguir, pois se algo não nos está fazendo bem, por que continuar? Bem… Esse é o meu pensamento atual. É claro que às vezes devemos persistir, mesmo com algum incômodo, para posteriormente atingirmos nossos objetivos, tento luta e persistência. Mas às vezes aquilo que fazemos não nos é mais prazeroso, não nos traz mais o mesmo sentimento de antes, e é aí que devemos nos atentar e refletir um pouco. Será que devemos parar?

Eu não pretendo trazer alguma conclusão nesta reflexão, eu quero somente refletir, pois em muitas vezes me encontrei em situações assim; eu estava em uma situação desta há pouco tempo, eu pensei e tomei minha decisão: parar com aquilo que não mais me traz prazer e fazer novas coisas que me agrade. Como diria Raulzito, eu prefiro ser essa metamorfose ambulante.

Certa vez eu fui numa sala da escola que sou discente, a sala da vice-diretora Simone, para conversarmos; e eu cheguei já olhando as coisas que havia na sala, pois eu gosto de reparar lugares assim, cheio de papéis, livros, etc. Naquela sala teve uma coisa que mais me chamou a atenção, um quadro na parede escrito: “É proibido estacionar na vida”. Aquela frase representou muito o momento em que eu estava, pois uma frase tão simples me deu um consolo para eu tomar frente de uma coisa que eu já pensava há algum tempo.

Mas tanto nadar para morrer na praia? Depende! Depende do seu objetivo com determinada decisão, depende se é algo que te faça bem, depende se você tem condições para deixar de fazer o que faz. Sim, pois às vezes fazemos algo que não gostamos para sermos remunerados por isso, o chamado emprego/trabalho remunerado. Eu acredito que em casos assim, vale a pena escutar alguns conselhos e conversar sobre, mas passando um certo filtro nos conselhos, pois nem sempre as pessoas querem que tomemos decisões que nos fazem bem.

Não estacione na vida. Eu acho importante que não fiquemos a vida toda parados numa coisa só, penso que devemos variar; não estou dizendo para mudar a todo momento, sem foco, seria tolice. Além da reflexão para nos ajudar a tomar nossas decisões, é importante não sermos mornos, afinal, nem sempre nos faz bem a imparcialidade.

*Sabinadas é escrito por Kauhan Sabino, aluno, poeta e escritor, da escola Marciano de Toledo Piza, de Rio Claro SP. Autor de “Fazendeiro do Universo (Poemas e Reflexões)

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